sexta-feira, 6 de maio de 2011

Editor-chefe do jornal Zero Hora palestra na UCPel

Altair Nobre fala para estudantes e profissionais sobre cobertura jornalística, os rumos do jornal impresso e as novas tecnologias.

"Não existe texto muito longo ou texto muito curto, existe texto ruim”, falou Altair Nobre, jornalista e editor – chefe da Zero Hora, enquanto palestrava para cerca de 300 estudantes e profissionais na Universidade Católica de Pelotas, na noite desta quinta-feira (05). O encontro, parte da programação dos 47 anos do principal veículo de comunicação impresso do Grupo RBS, lotou o auditório Dom Antonio Zattera durante as duas horas e meia de muita conversa e perguntas dos estudantes e professores e resultou em uma noite de muito aprendizado para ambos os lados.

“Simbiose em ZH” foi o nome da palestra do editor, que abordou cases de coberturas jornalísticas feitas pelo Jornal no estado e a integração dessas abordagens com a Internet, além das características que compõem um bom texto e uma boa cobertura. Jornalista da ZH há vinte anos, Altair reforçou diversas vezes que a busca por um conteúdo de qualidade é o maior desafio do jornalista. O jornalismo precisa estar atualizado com tudo que acontece à sua volta, por isso foi criado o site da Zero Hora, para ampliar a atuação e cobertura do jornal.


“O Jornal impresso tem a limitação do tempo enquanto a web não para nunca, mas essa ânsia da velocidade não pode atropelar a responsabilidade, até para não entrar em uma questão jurídica”, ressaltou o jornalista. Altair também explicou que o mundo jornalístico começou a perceber que o texto do impresso do outro dia não é mais furo de reportagem e sim, atende a necessidade do leitor. A palestra foi uma oportunidade grande de aprendizado, pois colocou os estudantes por dentro da rotina diária de um jornal de grande porte, como a ZH.

O evento também teve cobertura online pelo Twitter, realizada pelos alunos do curso de comunicação da UCPel, através das hashtags #zh e #ucpel. Além dos estudantes da instituição, também acompanharam a palestra os alunos de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) No fim da palestra, o discurso do jornalista foi muito aplaudido e elogiado.

Foto: Gabriela Venzke

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Twitter e a Teoria do Agendamento


A Teoria do Agendamento consiste na idéia de que os meios de comunicação tradicionais são os responsáveis por pautear as notícias a serem discutidas pelas pessoas, através da exposição e evidência desta ou daquela notícia em relação a outra. A teoria estuda a mediação da mídia entre o indivíduo e o meio em que ele se encontra. Ela vai dizer que assuntos ele discutirá ao longo do dia e a abordagem que se dará a um determinado fato.

Com o aumento do uso das redes sociais pelas pessoas e em especial o uso da ferramenta de microblogging Twitter, as informações a que temos acesso crescem cada dia mais. Mais e mais conteúdo é gerado, os usuários não só mantêm-se informados, como levam informação para a rede e a velocidade com que as notícias se dissipam é sem igual. Como exemplo, podemos perceber a rapidez com que a notícia sobre a morte de Osama Bin Laden se espalhou na rede através do Twitter, sendo anunciada primeiramente por ele.

Quando um assunto interessa a maioria das pessoas e é passado adiante rapidamente o tema vai parar no Trending Topics (TTs) do Twitter e vai acabar pautando diversos outros meios de comunicação, que irão ( ou deverão) procurar mais fontes e checar se o assunto é de fato verdadeiro. Os jornalistas tem adotado o Twitter como nova ferramenta e agenda para pautas, criando uma nova relação de noticiabilidade, diferente das Teorias de Jornalismo: os temas mais populares em destaque na web. Os TTs passaram a ser termômetros guiadores de grande parte dos veículos.

Os Trending Topics do Twitter são exemplos da Teoria do Agendamento, mas com a diferença de que é o público quem pauta a mídia. Se um assunto for tratado por muitos usuários ele passa a ser trabalhado pela mídia logo depois. As pessoas começam a cobrar uma certa cobertura feita pela mídia dos fatos em questão, querendo que ela dê certa credibilidade ao assunto comentado. Esse círculo onde as informações passam pelo público, depois pelos veículos de comunicação e voltam ao público é a nova forma de comunicação e a prova final de que não é só a mídia que detém o poder da informação nas suas mãos, apenas cabe a ela filtrá-la e explicá-la da melhor e mais completa forma possível.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ian Ramil faz show em Pelotas

Músico se apresentará pela primeira vez na cidade durante o Festival Satolep Circus.


No dia 11 de maio, Pelotas vai ter a oportunidade de conferir o talento de Ian Ramil em sua primeira apresentação na cidade. Juntamente com a banda pelotense Vade Retrô ele irá embalar a noite do João Gilberto Bar.

Ian recentemente apresentou o primeiro show individual em Porto Alegre, no Teatro de Câmara, e no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Carioca, acompanhado dos músicos Felipe Zancanaro e Thiago Ramil. O gaúcho, nascido em uma família de músicos, se prepara para gravar seu primeiro disco e fala sobre música e projetos em entrevista à repórter Larissa Vieira.

Ian, fala um pouco de ti. Como é o Ian quando não está no palco ou na TV?

Tranquilão. Estou sempre envolvido com o trabalho, seja ensaiando, compondo ou pensando. Pra mim não existe divisão entre trabalho e vida cotidiana. Tá tudo no mesmo saco.

Tu acha que terias tomado outros rumos se não tivesse crescido em um ambiente de músicos?

Talvez... Ao certo, nunca saberemos. Mas sei que esse ambiente tornou minha escolha e meu processo muito naturais.

Fala um pouco da tua relação com a arte e de quando surgiu em ti a vontade de atuar?

Atuei pela primeira vez em Pelotas, no Colégio Mário Quintana, em 1999 (se bem me lembro). Tive um ano de aula de teatro com a Grace Gianoukas, que hoje faz a Terça Insana, em São Paulo. Foi aí que me despertou o interesse pelo teatro. Anos depois, em 2005, entrei na UFRGS pra cursar o bacharelado que, anos depois, abandonei.

Como estão os preparativos para o lançamento do teu primeiro disco? Novos projetos em mente?

Ta em processo pré-embrionário. Gravei 6 músicas em janeiro, em Pelotas, com o Lauro Maia. Essas músicas podem ser uma pré pro disco ou virar um EP. Ainda estou matutando o que fazer com elas. O disco, por enquanto é só um plano pra esse ano.

Tens algum lugar favorito para compor?

Gosto de variar. Componho em qualquer lugar e gosto de como diferentes lugares influenciam na criação. A mudança de ambientes é sempre renovadora. As músicas que fiz em São Paulo, Rio, Rosário do Sul, Pelotas tem, involuntariamente, caras diferentes entre si e das que fiz na minha casa em Porto Alegre.

O que tu anda ouvindo no momento? As cinco mais tocadas na tua playlist favorita?

Tenho ouvido bastante o disco Acústico-Sucateiro da Apanhador Só, Sings do Chet Baker, Mind Games do John Lennon, Used Songs do Tom Waits e Voz e Violão do João Gilberto.

O que te agrada em Pelotas, algum lugar especial que tu goste de visitar?

Gosto de ir no Porto tomar uma ceva. E ficar na casa dos meus pais.

O que podemos esperar do teu show?

Eu, Felipe Zancanaro, Thiago Ramil e várias músicas a serem apresentadas pela primeira vez em solo pelotense.

domingo, 24 de abril de 2011

Cyberbullying

Com o aumento da conectividade e em conseqüência, o aumento de informações pessoais na rede, o Cyberbullying vem crescendo cada vez mais. A agressão gratuita saiu das escolas e entrou na casa dos adolescentes com conseqüências ainda maiores e utilizando e-mail, MSN e mídias sociais como ferramentas de agressão e depreciação.

Comunidades e perfis falsos no Orkut, contas fraudulentas no Twitter e blogs anônimos também são algumas das formas encontradas pelos agressores virtuais para atormentar suas vítimas. Os maus tratos através da rede receberam essa nomenclatura por serem originados do bullying – palavra em inglês que significa amedrontar. A prática tem tomado proporções alarmantes e uma das razões é a garantia do anonimato, já não é preciso ser o mais forte para intimidar alguém, basta ter acesso à internet.

Em uma pesquisa realizada pela ONG Plan, com cinco mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos aponta que 17% já foram vítimas de Cyberbullying. Um dado preocupante que pode e deve ser revertido. O público que assiste aos ataques é muito maior que o do bullying, o que acaba deixando a vítima ainda mais exposta. Para tentar reduzir esses ataques os pais precisam participar da vida escolar de seus filhos e devem estar atentos para alguns sinais comuns nas vítimas, como: desmotivação para irem à escola, isolamento, queda no rendimento acadêmico e até mesmo comportamentos agressivos.

Algumas redes sociais possuem ferramentas que previnem o Cyberbullying, como, por exemplo, a opção “Reportar Abuso” ou “Denunciar Abuso”, que serve para comunicar que algo está fora das normas de conduta do local ou possui conteúdo difamatório. Essa opção pode ser encontrada em várias redes sociais, como Orkut e Facebook.

Mesmo não conseguindo identificar a fisionomia desse inimigo, o cyberbullying pode ser combatido com a aproximação de jovens e adultos. Os pais devem educar seus filhos mostrando que não há um padrão de comportamento e que todas as escolhas precisam ser respeitadas para um bom convívio com as diferenças.

Alguns passos podem ajudar as vitimas:

· Não reagir as ofensas;

· Interromper a comunicação;

· Salvar todos os comentários ou mensagens maldosas com PRINT SCREEN com data e hora;

· Denunciar sempre aos órgãos responsáveis e ao próprio site.



terça-feira, 12 de abril de 2011

The Last Dance

Em "Know the enemy" (não assistiu o episódio ainda? Veja AQUI!) tivemos a oportunidade de conhecer alguns dos possíveis inimigos do combo Elena (leia-se Damon e Stefan). Depois de tanta traição, suicídio e troca de corpos, a lista parece enorme, já que também passamos a acrescentar Matt e a Xerife Forbes. Izobel, depois de cumprir os deveres incumbidos pela compulsão do bruxo de Klaus, abandona a série em cinzas (não sem antes abalar a vida ausente-do-mundo de tia Jenna).

Bonnie virou a arma secreta do grupo, após absorver a energia das cem bruxas de Salém mortas (e sentir na pele a dor da fogueira pela qual passaram) e saiu por aí toda poderosa se sentindo a tempestade. Katherine, de quem já esperávamos toda a encenação parece ter se dado mal e Klaus-Alaric (confesso que achei a pseudo-encarnação uma lástima) parece ter vindo com um propósito nada agradável, mas promete dar uma aquecida maior à série, já que será a batalha mais importante e difícil que os irmãos vampiros travaram durante o seriado. O que foi aquele sorriso gélido acompanhado do sotaque de vampiro-mor?


O próximo episódio "The Last Dance", que irá ao ar no dia 14 de abril promete. Enquanto a escola se prepara para lançar uma dança da decada de 1960, Elena começa a receber mensagens perturbadoras de Klaus. Caroline fala para Matt levá-la para o baile, sem saber que o menino, antes adorável e agora agente secreto do diabo, está em um plano junto com a xerife para exterminar os vampiros da cidade (incluindo a própria filha). Espera-se que Klaus faça sua aparição no baile, mas ele inicia um jogo complicado (já que a versão Alaric do mal estará acompanhando-os tranquilamente), que os mantém em alerta. Finalmente, Damon surge com um novo plano de ação que choca e incomoda todo mundo. (alguém me explica porque a Elena ama tanto sentar o tapa na carinha dele, mesmo depois de todo clima na pista de dança?) A promo do episódio está espetacular, assista:


O novo pôster divulgado de The Vampire Diaries traz Damon (sempre ele) com a seguinte frase: "I've been a bad, bad boy".



Editores da Série e Kat Graham (Bonnie) andam relatando que personagens importantes morrerão nesses próximos episódios. Izobel já foi, pensamos agora em Alaric e talvez Bonnie, que terá que utilizar todos os poderes absorvidos das bruxas mortas para tentar matar Klaus, embora a bruxinha tenha gravado cenas para o último capítulo e a reação de Elena no fim da promo de The Last Dance indique que alguém possa morrer neste episódio.

Link - http://migre.me/4eyks